Dicas para Mamães

Paternidade ativa – O papel do PAI na criação dos filhos e nos cuidados do lar

Em pleno 2022 e ainda nos deparamos com narrativas de que, os cuidados com as crianças e com a casa são uma responsabilidade exclusiva das mães. Segundo psicólogos, essa afirmativa errônea está profundamente marcada por um modelo patriarcal de família, que enxerga o homem como provedor da casa, e a mulher como encarregada da administração do lar e dos cuidados com os filhos, mesmo elas atuando em suas profissões fora. O que não dá mais para ser levado com naturalidade ou como verdade.

Uma pesquisa realizada em 2021 mostrou que, entre as mulheres que trabalham em regime remoto (home office), 92% são responsáveis pelos filhos em casa. Entre as mães que trabalham fora de casa, 69% deixam as crianças sob os cuidados de outras pessoas, 19% com os pais e 12% em instituições de ensino. Já entre os homens que trabalham em outros ambientes fora do lar, 58% deles deixam as crianças com as mães, 36% com terceiros e apenas 6% em creches ou escolas.

Com a realidade da Covid-19, a participação do pai nos afazeres do lar, e cuidados com as crianças, mudou. Hoje, muitos homens e mulheres trouxeram para suas rotinas as responsabilidades iguais nos cuidados dos filhos e do lar. A paternidade ativa vem para ajudar a reformular o papel do homem nesses cuidados ao considerá-lo um agente participante na casa.

Estudos demonstraram que a paternidade ativa contribui para o aumento da satisfação com o trabalho dos homens, e melhora na saúde física e mental. As mulheres são as maiores beneficiadas com a existência de pais presentes, obtendo melhor desenvolvimento de carreira, emancipação financeira, melhoras na saúde física e mental, assim como estão menos sujeitas a episódios de violência doméstica. A paternidade ativa é um antídoto para o patriarcado.

Felizmente, temos muitos papais nesse caminho. Nas redes sociais, por exemplo, encontramos muitos perfis criados por homens que buscam promover a paternidade afetiva enquanto desconstroem antigos modelos. São eles:

– Paizinho, Vírgula
– Família Quilombo
– Homem Paterno
– Pedrinho Fonseca
– Diário Ilustrado da Paternidade
– Entre Fraldas
– Nerd Pai
– Pai Mala

A verdade é que ninguém nasce sabendo como ser mãe ou ser pai e, na maioria das vezes, é com a prática que se aprende. Mas o papel dos cuidados com os filhos, historicamente atribuído à mulher, sobretudo na tradicional sociedade brasileira, cada vez mais está mudando e contando com a participação do pai.  Sabemos que não é fácil ser pai ou mãe. Mas com a ajuda dele nas rotinas da casa e nos cuidados dos filhos, com certeza, um futuro mais feliz e saudável para os pequenos e para toda a família será alcançado.

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Fonte: Lunetas e Pais & Filhos

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